Venezuelano armado que ouvia vozes mandando matar Trump é preso ao lado da Casa Branca

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Venezuelano armado que ouvia vozes mandando matar Trump é preso ao lado da Casa Branca

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Imigrante venezuelano de 26 anos que entrou ilegalmente nos EUA em 2024 foi preso perto da Casa Branca com um fuzil AR-15, uma MAC-10 e uma Glock numa caminhonete roubada. Segundo o DHS, ele disse que vozes mandavam matar o presidente Trump.

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WASHINGTON — Um venezuelano que cruzou a fronteira ilegalmente em 2024 foi preso pouco antes da meia-noite de quinta-feira a poucas centenas de metros da Casa Branca, com um fuzil estilo AR-15, uma submetralhadora MAC-10, uma pistola Glock 43X e dezenas de cartuchos dentro de uma caminhonete roubada. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), ele disse aos agentes do Serviço Secreto que ouvia vozes na cabeça mandando ir a Washington e matar o presidente Donald Trump.

O suspeito, identificado pelo DHS como Ronny Yordrix Guanipa Chrinos, de 26 anos, foi visto por um policial da Divisão Uniformizada do Serviço Secreto em patrulha, dentro de uma Ford F-150 azul estacionada na Constitution Avenue, colada ao complexo da Casa Branca. Quando os agentes se aproximaram, ele teria feito com a mão o gesto de uma arma apontada para eles. Usando o Google Tradutor, disse que estava com a arma “porque tentaram me matar com ela” e que ela estava “na sacola marrom”. A caminhonete constava como roubada; segundo a NBC News, pertencia ao patrão dele, que a havia emprestado.

Solto na fronteira

O DHS informa que Guanipa Chrinos atravessou do México para o Texas em março de 2024, foi detido pela Patrulha de Fronteira e depois liberado para circular no país, sob a política migratória do governo Biden. Dezenove meses depois, estava estacionado na porta do presidente com três armas de fogo. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, creditou aos “nossos corajosos agentes do Serviço Secreto” a prisão de “um estrangeiro ilegal com três armas” antes que alguém se ferisse.

Ele foi indiciado no Tribunal Superior de D.C. por porte de fuzil e de pistola sem licença, transporte ilegal de armas, posse de armas e munição sem registro, posse de arma perigosa, uso não autorizado de veículo, furto e receptação. Segue preso, sem direito a fiança.

Por que isso importa

Não é um susto isolado. O caso vem depois dos tiros em Butler, na Pensilvânia, em julho de 2024, do homem armado escondido no campo de golfe de Trump em West Palm Beach dois meses depois, e dos disparos num posto de segurança do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca em 25 de abril deste ano. O diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, disse que a agência está “alarmada com o aumento dos casos de ameaça” e vai ampliar o trabalho para identificar quem ameaça seus protegidos antes que chegue a Washington.

Para o leitor brasileiro, o caso toca numa ferida conhecida. O colapso da Venezuela sob o chavismo empurrou quase oito milhões de pessoas para fora do país, muitas pela fronteira de Roraima. Esse mesmo regime foi recebido com honras em Brasília em maio de 2023, quando Lula chamou de “narrativa” as denúncias de autoritarismo em Caracas. O regime Lula mantém com as instituições capturadas da vizinhança a mesma complacência que demonstra com as daqui, enquanto a própria chapa segue protegida no TSE.

O que está comprovado e o que é alegação

Confirmado por autoridades: a prisão, o local, as três armas e a munição, o veículo roubado, as acusações formais e a entrada ilegal e a soltura do suspeito em 2024, tudo informado pelo DHS, pelo Serviço Secreto e pelos documentos do tribunal. Relatado pelo DHS, mas ainda não examinado em juízo: a declaração de que vozes mandavam matar o presidente. O estado mental dele e a existência de um plano concreto cabem à investigação e à Justiça. Ele é presumido inocente.

O que já não está em discussão é a sequência: travessia ilegal, soltura em vez de deportação, caminhonete roubada, três armas e um homem parado ao lado da Casa Branca dizendo que veio matar o presidente. O policial da Constitution Avenue fez o trabalho dele. O sistema que deixou esse homem entrar pela fronteira em 2024 não fez, e a contagem crescente de homens armados chegando ao perímetro do presidente mostra que a ameaça deixou de ser exceção.

O Watch Post Daily continuará acompanhando o caso. Fontes: Departamento de Segurança Interna dos EUA, Serviço Secreto dos EUA, documentos de acusação do Tribunal Superior de D.C., reportagens da NBC News e da ABC News.

Imagem destacada: Ford Police Interceptor Utility of the United States Secret Service Uniformed Division near the White House, 12 February 2024, de BrayLockBoy, via Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

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