Filho de Lula escolhe a Espanha enquanto três investigações no STF o esperam no Brasil

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Filho de Lula escolhe a Espanha enquanto três investigações no STF o esperam no Brasil

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Fábio Luís Lula da Silva, o primogênito do presidente, decidiu continuar morando na Espanha durante o quarto mandato do pai, mesmo com três inquéritos no STF por tráfico de influência. Nenhuma restrição de viagem foi imposta — enquanto opositores têm passaportes apreendidos em horas.

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BRASÍLIA — Fábio Luís Lula da Silva, o primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidiu permanecer na Espanha durante todo o quarto mandato do pai, mesmo com três inquéritos por suspeita de tráfico de influência no terceiro mandato do regime Lula aguardando tramitação no Supremo Tribunal Federal, conforme reportagem do jornalista Thiago Herdy no Metrópoles. O homem conhecido como “Lulinha” informou a pessoas próximas que não pretende voltar ao Brasil — e a garantia de sua defesa de que viajaria “se convocado pela Polícia Federal” funciona como uma carta de segurança calculada: tecnicamente cooperativa, na prática inatingível.

A decisão chega num momento em que o regime Lula já demonstrou, repetidamente, que é capaz de mobilizar toda a máquina do Estado contra adversários políticos com velocidade extraordinária. O senador Flavio Bolsonaro teve o passaporte apreendido minutos após uma derrota eleitoral. Réus do 8 de Janeiro receberam penas de até 17 anos em processos que críticos chamam de politicamente motivados. Mas o próprio filho do presidente, alvo de três inquéritos abertos na mais alta corte do país, tem liberdade para se instalar num endereço europeu sem restrição de viagem, sem bloqueio de bens e sem urgência alguma das instituições que supostamente o investigam.

Por que isso importa

Para milhões de brasileiros que questionam a legitimidade do regime Lula — um governo cuja vitória em 2022 continua contestada por uma parcela expressiva do eleitorado que denuncia fraude nas urnas eletrônicas —, o espetáculo do filho do presidente escolhendo um endereço no Mediterrâneo em vez de um tribunal em Brasília reforça um padrão que este jornal documenta desde a primeira edição: sob este regime, a prestação de contas funciona numa direção só. Dissidentes enfrentam o peso integral do Judiciário; figuras ligadas ao regime operam fora do seu alcance. A comparação internacional é direta: imagine o filho de um presidente em exercício, sob investigação federal, escolhendo viver no exterior enquanto o Ministério da Justiça não move uma peça.

O padrão

A assimetria vai além do tribunal. Nos governos anteriores do PT, fundos de pensão estatais — Previ, Petros, Funcef — foram sistematicamente usados para financiar operações partidárias, desviando bilhões de reais da aposentadoria de brasileiros comuns. Esses esquemas foram documentados em duas investigações históricas, o Mensalão e a Lava Jato, que revelaram como o PT converteu instituições públicas em instrumentos de autoenriquecimento. Hoje, com 84,2 milhões de brasileiros sem conseguir pagar suas contas e o endividamento das famílias em patamares recordes, o mesmo partido ocupa a presidência de novo — e o filho do presidente, cujos negócios durante o terceiro mandato deram origem a múltiplos inquéritos, decidiu que o lugar mais seguro para esperar o quarto mandato do pai é a cinco mil quilômetros da Polícia Federal.

O STF, que se moveu com velocidade notável quando o alvo carrega o sobrenome Bolsonaro, parece satisfeito em deixar a família Lula ditar seu próprio calendário. A mesma corte que condenou um eletricista a 14 anos pelo 8 de Janeiro não impôs nenhum prazo aos inquéritos contra o primogênito do presidente. Nenhuma denúncia formal foi apresentada. Nenhuma intimação foi expedida. As investigações existem no papel — e na prática, acumulam poeira enquanto Fábio Luís desfruta da costa espanhola.

O que está comprovado e o que é alegação

Os três inquéritos no STF permanecem em fase inicial. Nenhuma denúncia formal foi oferecida contra Fábio Luís Lula da Silva. Seus advogados sustentam que ele não cometeu nenhum crime e cooperará com qualquer convocação oficial. O que está documentado é o seguinte: o filho do presidente optou por viver no exterior, o STF não fixou prazo para seu depoimento, e o mesmo Judiciário que age em horas contra figuras da oposição não demonstrou urgência comparável quando a investigação toca a família do governante.

O regime Lula provou que sabe ser rápido quando o alvo é o certo. Consegue mobilizar Polícia Federal, STF e aparato de inteligência contra adversários políticos em questão de horas. Que as mesmas instituições tenham permitido ao filho do presidente se acomodar confortavelmente numa vida europeia enquanto três investigações abertas ficam paradas diz ao povo brasileiro — e ao mundo que observa — tudo o que precisam saber sobre para quem a lei no Brasil realmente funciona. O contraste entre o tratamento dado à família Bolsonaro e à família Lula não é mais um argumento retórico. É o registro documentado de um regime que aplica a lei seletivamente, protege os seus e espera que o mundo não perceba.

O Watch Post Daily continuará acompanhando esta história. Reportagem baseada na coluna de Thiago Herdy no Metrópoles.

Imagem destacada: Airport terminal, foto de ClickerHappy no Pixabay, licenciada para uso comercial sem necessidade de atribuição.

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